Qualidade e Ambiente

PRODUÇÃO DA ÁGUA POTÁVEL

Neste capítulo apresentam-se generalidades sobre o processo de produção de água potável, com especial ênfase na Estação de Tratamento de Água do Umbelúzi No quadro da estrutura de um sistema de gestão estratégica e de medição do desempenho organizacional na AdeM, foram traçadas em 2007 a missão, visão e posicionamento estratégico da empresa para os próximos cinco anos.


1.1. TRATAMENTO DA ÁGUA
Ter à disposição suficiente quantidade de água é, sem dúvida, o primeiro passo para a resolução dos problemas de saneamento básico e elevação da qualidade de vida das populações. Contudo deve fornecer-se água de boa qualidade, tendo em conta que é notoriamente conhecida a relação entre qualidade da água e a saúde das populações. Portanto, ao se projectar um sistema de abastecimento de água deve-se considerar a qualidade como factor essencial. É fundamental que os sistemas de tratamento e distribuição estejam associados a uma qualidade adequada da água.

Em geral, os factores que influenciam a variação da qualidade da água no abastecimento são:

• Características de qualidade da água (química, física e biológica);
• Características da conduta (idade, tipo, percolação, corrosão, depósitos, etc.);
• Características da rede (circuitos fechados, extremidades cegas, tanques de armazenagem, etc.);
• Características de operação da rede (consumo de água, velocidade, etc.);
• Misturas de águas (de diferentes fontes).

À água obtida da natureza e destinada ao público, torna-se necessário que satisfaça os seguintes requisitos indispensáveis: não prejudicial à saúde e também agradável aos olhos do consumidor. Ao conjunto de operações para a sua purificação denomina-se tratamento ou potabilização da água. As operações fundamentais para o tratamento da água para o consumo humano são:

• Captação;
• Coagulação/clarificação;
• Decantação/sedimentação
• Filtração; e
• Desinfecção.

Depois seguem-se as operações de:
• Elevação; e
• Transporte/distribuição.

Uma estação de tratamento é um empreendimento caro. Por esta razão, uma vez implantada, mudanças ou alterações não são fáceis de introduzir por razões económicas, a menos que hajam razões bem fundamentadas. A seguir mostra-se o fluxograma do processo (Figura 1.1)

Qualidade e Ambiente

1.1.1. CAPTAÇÃO
A água crua é captada através de bombas directamente no rio no caso de águas superficiais, como é o da ETA do Umbelúzi e bombeada para as cisternas de coagulação. Para se determinar a qualidade da água bruta das águas superficiais colhem-se amostras com frequência e ao longo de um período bastante prolongado, pelo menos um ano, de forma a se poder estudar as características extremas:
- Turvação máxima no período de chuvas;
- Quantidade máxima de sais dissolvidos nesse período.

As amostras devem ser colhidas de forma idêntica à captação futura, para que os resultados obtidos pela análise correspondam aos da água a utilizar. A seguir apresenta-se a imagem da fonte de captação da ETA do Umbelúzi.

1.1.2. COAGULAÇÃO
Este é o processo inicial da clarificação da água. Consiste na adição de adjuvantes e coagulantes sob forma de solução, na câmara de mistura rápida, logo após a bombagem da água bruta. Neste ponto, sob agitação rápida ocorre a reacção química entre o coagulante carregado positivamente e a alcalinidade, resultando a formação de pequenas partículas carregadas positivamente. Como a matéria em suspensão está carregada negativamente, após a passagem da água pela câmara de mistura inicia-se a coagulação e floculação, que consiste na agregação da matéria em suspensão em torno das pequenas partículas formadas.

A água bruta geralmente apresenta impurezas que são devidas a matérias orgânicas em suspensão, ou a minerais dissolvidos. O objectivo principal deste processo é o de torná-la com um aspecto agradável, ou seja, com turvação e cor dentro dos parâmetros de potabilidade recomendados pela Organização Mundial da Saúde.

Os coagulantes são substâncias químicas que reagem com as impurezas contidas na água crua, formando-se um precipitado que aparece em toda a massa do líquido e cujas partículas se vão agregando formando flocos. A quantidade, tipo de coagulante e tempo de reacção são geralmente determinados pela experiência de forma a se obter resultados óptimos em termos de qualidade e eficiência do reagente.

Os coagulantes mais usuais são:
- Al2(SO4)3
– sulfato de alumínio
- FeSO4
– sulfato ferroso
- Fe2(SO4)3
– sulfato férrico - FeCl3
– cloreto de ferro - CaO
– óxido de cálcio - Ca(OH)2
– hidróxido de cálcio

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