ÁREA OPERACIONAL DA MAXAQUENE

INOVAR PARA MELHOR SERVIR

 

 

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António Guiamba, Director da A.O de Maxaquene 

 

 

A área operacional da Maxaquene, pioneira na introdução da tecnologia “Smart Phone” para a leitura de contadores, quer melhorar a facturação e o nível de cobranças, num mercado cada vez mais exigente e com desafios no que diz respeito ao crescimento da capital do país, demanda de água e melhoria da qualidade de serviços.
A nossa equipa de reportagem esteve no terreno e entrevistou o Director da área operacional da Maxaquene, António Notiço Guiamba.
Na entrevista, António Guiamba aponta as prioridades e os desafios do dia-a-dia nesta área operacional, que abrange maioritariamente a zona de cimento da capital do país e com clientes exigentes, atentos e com conhecimento dos seus direitos como consumidores.
 
“Por esse motivo exige-se de nós uma forma de estar que permite que consigamos responder rapidamente a todas as inquietações ou solicitações dos clientes e prestarmos um serviço de qualidade.”
 
DCI- Como é que caracteriza a Área Operacional da Maxaquene e como têm sido a relação com os clientes?
 
AG- Área Operacional da Maxaquene, pela sua localização, possui clientes cientes dos seus direitos no que diz respeito ao abastecimento de água; são clientes atentos à necessidade de melhor o atendimento e, por esse motivo, a Área Operacional deve, de facto, prestar mais atenção, para responder a essas exigências. Devido a este cenário, os nossos colaboradores são sistematicamente chamados à atenção no sentido de trabalharem para a satisfação das necessidades dos nossos clientes.
Com a contribuição e pressão dos clientes resolvemos, muitas vezes, o problema de fugas e outras situações, principalmente porque temos uma equipa jovem comprometida com o trabalho e que conhece as suas obrigações.
 
DCI- E a relação com os clientes!
AG- A relação é boa; nós pautamos por uma postura em que nos colocamos à disposição do cliente para atendermos todas as suas necessidades ou inquietações, e de forma rápida. Convidamos os clientes e sentamos com eles, discutimos e esclarecemos diversas situações relativas ao abastecimento de água.
 
 
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DCI-Quais têm sido os constrangimentos do dia-a-dia?
AG- Os constrangimentos da Área Operacional da Maxaquene estão fundamentalmente relacionados com o tempo de distribuição de água nas zonas periurbanas de Maxaquene A e B bem como na Urbanização. Estes bairros registam mais constrangimentos no que diz respeito à disponibilidade da água.
Existem outros tipos de constrangimentos relacionados com as ligações directas, vandalização das instalações, principalmente nos bairros da Maxaquene A, B e C, Urbanização e Mafalala. Estas situações põem em causa aquilo que poderia ser o desempenho da Área Operacional da Maxaquene.
Além disso, a empresa, estando no mercado, enfrenta também os choques da conjuntura económica e financeira do país, traduzindo-se na morosidade ou na fraca capacidade dos nossos clientes em pagar as suas facturas. Continuamos a lutar para que este impacto seja mínimo na nossa actividade.
 
 
DCI- Que saídas a Área Operacional tem encontrado para convencer os clientes a pagar as suas facturas?
AG-O pagamento de facturas é uma actividade corrente, não só no que diz respeito à realização de campanhas de corte de água aos clientes, como também através dos nossos analistas de consumo, que vão fazendo a sensibilização dos clientes. No momento em que faz a entrega das facturas, o nosso analista dialoga com o cliente e o sensibiliza sobre vários aspectos, como a necessidade de pagar a tempo e hora a factura, comunicação sobre as fugas e a vandalização das instalações. Portanto, este trabalho é permanente, de tal forma que nos permitiu alcançar os resultados que hoje temos.
 
DCI- Que desafios a Área Operacional enfrenta?
AG- Os desafios são muitos! A empresa está, neste momento, a operar no limite da sua capacidade de produção. O número de clientes continua a crescer, como pode reparar, existem construções de prédios no centro da cidade, que obrigam, naturalmente, a fazer novas ligações, apesar do ponto de vista de capacidade, produção e distribuição não haver condições para aumentar.
Isto resulta em pressão que leva à redução do tempo de distribuição de água, porque o volume é o mesmo e os clientes estão a aumentar.
Temos também desafios relacionados com o crescente e aumento significativo de clientes suspensos decorrentes dos cortes por falta de pagamentos.
Como deve imaginar, uma das formas que nós temos para coagir o cliente a pagar é cortar o fornecimento de água. Mas antes de tomarmos esta medida, sensibilizamos os clientes para o cumprimento desta obrigatoriedade.
Como resultado da crise económica, tem crescido o número de clientes e de instituições públicas que sofrem cortes no fornecimento de água, pondo em causa a nossa carteira de clientes facturáveis e, consequentemente, reduzir aquilo que é nosso valor facturado.
Por outro lado, existem desafios no sentido de melhorarmos a nossa prestação por via da modernização dos processos. Estamos a falar da introdução de tecnologias que nos poderão permitir uma melhoria do processo de facturação e leitura.
Estamos a falar da implementação dos pré-pagos, que são mecanismos que, de certa forma trazem eficiência e sustentabilidade para a empresa.
 
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DCI-Como é que a Área Operacional da Maxaquene lida com as restrições em curso na empresa?
AG-Este é um problema da empresa no seu todo, não é somente da Área Operacional da Maxaquene, considerando que a questão das restrições está relacionada fundamentalmente com a redução do caudal da barragem e isto tem consequências no cliente final.
A área operacional em particular tem vindo a monitorar os bairros ou as zonas onde verifica-se uma redução da pressão ou da distribuição. Tem um exercício que visa garantir que todo cliente possa ter água, mesmo que o tempo de distribuição seja reduzido e, sendo necessário, aplica-se a distribuição faseada de modo a que todos os clientes tenham água; este é um exercício que é feito de forma permanente, não só feita pela Maxaquene, mas em todas áreas operacionais.
 
DCI -Quais são as perspectivas para este ano?
AG- Não restam dúvidas que a perspectiva é continuarmos a pautar por uma actuação em primeiro plano, de trabalho por equipa, para garantir que os desafios da área sejam alcançados no seu todo; movermos a área no seu todo e em todos os seguimentos, para garantir que todos os processos fluam da melhor forma possível e só isso poderá nos permitir um desempenho global.
Devemos entender que os projectos em carteira, fundamentalmente no que diz respeito à leitura por “Smart Phones, é uma tecnologia iniciada nas Áreas Operacionais da Maxaquene e Chamanculo, que vai nos permitir melhorar aquilo que é a taxa de leituras reais e, consequentemente, ao local de facturação.
Por outro lado, o projecto de instalação de contadores pré-pagos, prevista não só para Maxaquene mas em todas as áreas, vai também nos permitir melhorar a facturação, a cobrança e a sustentabilidade da empresa.

Em suma, os desafios são enormes, efectivamente estamos a pautar pela melhoria dos processos através da introdução de tecnologias no sector; e isto implica o envolvimento de todos os colaboradores.

 

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